A Gestão e a crise… (ou não)

logo aquia 200 AdmEscrevi há dias sobre o assunto e foi bastante comentado, comentar nossas postagens e nada fazer para reverter o quadro na melhor das hipóteses leva-nos à estagnação, ou seja, nada mudará.

Mas gosto de um ditado que diz: ”dizem que água mole em pedra dura tanto dá até que fura” e bem certo tal ditado… Então vamos parar de perder tempo com o problema e ele existe, e passemos a focar “soluções” são estas que importam e é com elas que sempre conseguimos que nosso slogan seja uma realidade, “não há hotéis que não deem lucro, há hotéis mal administrados”. Estivemos com nosso curso num dos mercados mais complicados de nossos dias, o da bela capital das Minas Gerais, Belo Horizonte, e percebemos que ali no meio há pessoas que espalham por cultura o slogan da crise, mas se valem disso, quando você parte do princípio que a culpa é da crise, e não faz nada para muda-la está contribuindo com ela.

Há uma crise Nacional, isso é incontestável, mas porque culpar o Governo, afinal eles foram eleitos pelo voto popular, ou pelo menos é isso que querem que se pense.

Há três anos escrevi sobre Belo Horizonte, disse que isso iria acontecer e porque aconteceria, dei minhas sugestões para que não acontecesse, ninguém levou a sério e eu nem esperei que levassem, mas claro hoje parece uma profecia, como ninguém levou a sério hoje amargam o resultado das atitudes passadas. Há, no entanto na cidade empreendimentos que são autossuficientes, podem e devem usar dessas prerrogativas, para tanto se faz necessária a tal gestão competente e focada nas soluções,  totalmente fundamentada em Hotelaria, gestão Hoteleira competente.

É sabido que a cidade irá inaugurar ainda este ano algumas centenas de UHs, sim e o que eu tenho a ver com isso? Nada, a não ser que preciso me preparar para o que se avizinha que é do conhecimento Nacional.

Sabemos na alta Administração Hoteleira que um Hotel tem seu “ponto de equilíbrio” com uma ocupação entre 29,7 e 33,2%. Em última análise vamos preparar o hotel para não precisar de aportes de capital, e isso é o “B Á BÁ” da gestão.

Digamos que temos 250 UH’s e uma ocupação média anual de 60% este hotel terá um Ótimo Atendimento e Serviço (as duas pilastras fundamentais da Hotelaria) com um quadro em torno de 75 a 80 funcionários, porém vamos, já que num primeiro momento isso é inevitável atravessar um período em que nossa ocupação andará entre 30 e 40%, em que pese ser em parte um problema social, porque eu tenho que manter o mesmo quadro se posso fazer a mesma coisa com no máximo 70% desses funcionários? E isto eu falo de todos os serviços, falo em Hotelaria e não em Hospedaria hotel que vende diária e não presta por sua conta nenhum outro tipo de serviço é hospedaria. Ou seja, vamos com uma previsão avisada, porque o caso de BHZ (estava avisado com três anos de antecedência) preparar o empreendimento para nunca ficar deficitário.

Quando falamos de um empreendimento de 200 ou 300 UHs, partimos do pressuposto que este tem uma capacidade de eventos para algo em torno de mil ou duas mil pessoas. Neste caso a complexidade é maior, mas a chance de entrar no vermelho é muito menor desde que se tomem em tempo hábil, e no caso havia tempo, as medidas necessárias para enfrentar contratempos vindouros. Às vezes devíamos dar graças às crises, pois é sempre nelas que nascem as melhores oportunidades mesmo e principalmente para quem já está no mercado. Há em Portugal um ditado que é: “candeia que vai à frente Ilumina 2 vezes”. Se eu já estou no mercado e sei que vai acontecer pode ter certeza que uma coisa eu não vou ter, prejuízo, como faço? simplesmente tomo atitudes devidamente fundamentadas que não me permitam entrar nele.

Nós com a bandeira ainda pequena “Áquia Hotéis” administramos empreendimentos e fazemos isso com um diferencial a parte interessante de nosso rendimento vem dos lucros, fui perguntado em BHZ por mais que uma pessoa se eu aceitaria a Administração nos nossos moldes, e a resposta é simples. SIM. Não há hotel que não dê lucro, há hotéis mal administrados e esta é a parte interessante às vezes um empreendimento do lado do outro precisam ter gestões diferentes. Mas é o mercado e o desenrolar dele que vai me mostrar como isso funciona. Nesta postagem http://goo.gl/RJxIjL  falamos um pouco mais de mercados e para que eles nos servem.

Acreditem o mercado de Belo Horizonte está difícil mas há nele empreendimentos que sentiram muito pouco essas dificuldades e isso não é um milagre mas sim um trabalho bem feito e com foco no que interessa, no meu caso digo quanto maior e mais capacidade para eventos tiver, mais lucro ele vai me dar.

Cabeçário IGH

 

 

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