Conheça Revenue Management antes de comprar “sistemas”

Se consultar o que na simplicidade escreveu o Guru Americano nesta ciência vão encontrar: “Revenue Management é uma ciência econômica de gestão, que ajuda o empresário a ter uma visão diferente de seus mercados…”. Este Senhor, Robert Cross foi o responsável pela implementação dos sistemas da American Airlines, Marriott, Hilton, e muitos outros deste nível. Claro que nestes casos específicos a existência do sistema é reconfortante, imaginem a American Airlines em 1978 vendia em média 60 mil lugares por dia, seria muito complicado acertar e tirar o maior rendimento possível, sem muita informatização e a respetiva análise e entendimento dos profissionais. Os sistemas não substituem, agregam.

Quando falamos em hotelaria individual ou pequenas redes e aqui falo de redes até 3 ou 4 Mil UHs. O sistema além de desnecessário é obsoleto. Isto porque todos estes empreendimentos hoje têm um sistema de gerenciamento e este é suficiente e nos dão subsídios para implementar um sistema de Revenue Management eficaz. Junte-se a isto o fato de que não há no mercado um sistema de RM desenvolvido para a hotelaria e sim sistemas adaptados da aviação para a hotelaria, estes sistemas deixam de funcionar em determinado momento por falta de informação, sua capacidade de processar dados é muito superior à necessária logo isso por si só faz com que estes sistemas não sejam eficazes. Ventura & Associados está em negociações com alguns sistemas de gestão para implantar neles as alterações necessárias para desenvolver o RM, assim aquilo que por aqui se classifica como RM e não passa de distribuição passa a ser eficaz e estar muito bem fundamentada, desde que não se esqueçam de alimentar o sistema, porém isso não precisa mais que fazer o dia a dia corretamente.  Já temos sistemas interessados em desenvolver de forma completa.

Mas como eu sempre digo, não precisa de mais sistema, precisa entender que RM é um sistema ou melhor uma Filosofia Econômica de gestão e como funciona, e não um sistema de distribuição, como o tratam por aí.

Revenue Management é muito analítico e pouco Comercial. Isto posto fica fácil entender porque a figura o Revenue manager (gerente de receitas) é ineficaz, aumentar receitas por si só não é necessariamente um processo lucrativo. Em unidades com até 500 UHs. Este processo pode e deve ser feito pelo Gerente Geral, e falo em 500 UHs. Porque foi o máximo que fiz sem necessidade de aumentar estruturas.

Quando gerenciei hotéis maiores e já Dirigi bem maiores, não descuidei nunca da gestão de receitas, mas devidamente fundamentada, até porque minhas remunerações são sobre resultados mas tinha um departamento de RM e um gestor desse departamento que não é um gerente de receitas, mas um Encarregado ou mesmo gerente do departamento de Revenue Management, isto porque este elemento precisa conhecer pelo menos de: – Custos – Marketing – Vendas – reservas – e sistemas operacionais, e saber como o Hotel funciona como um todo. O Revenue Management não se preocupa em ter o hotel com maior ocupação e sim o empreendimento hoteleiro ou não com a maior rentabilidade.

Capacite-se e não invista em nada de que não necessite realmente, e se seu empreendimento já tem um sistema informatizado de gerenciamento então você não precisa de nenhum sistema a mais para desenvolver o Revenue ManagementPrecisa só  CAPACITAR-SE.

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Um Mês de Cursos em Andamento

Em Ribeirão Preto, acabamos não exatamente por assim ter planejado ministrando o Curso de Revenue Management como se fosse um “in company”, pois houve participantes que não puderam comparecer o que nos leva em Breve à vizinha cidade de Araxá onde, para tudo podermos conjugar trocamos a data será no próximo dia 24.
Reparei que quando estamos sós com turmas do mesmo grupo/empresa há facilidades e em parte até vantagens para a empresa, isto por motivos óbvios, podemos falar e trabalhar com números da própria já que se trata de grupo fechado, como o Revenue Management abrange todas as áreas da Hotelaria, ele é muito analítico e pouco comercial, mas vamos convir que sem uma boa cultura comercial não há receita. Principalmente se falarmos de mercados atuais onde a competição existe, assim é possível dar um pouco de Técnica especializada e específica de vendas, setorizada e de mercados, é possível mostrar porque por vezes não se tem o resultado que se gostaria, não a culpa não é dos mercados é nossa, então precisamos nos aperfeiçoar, o MERCADO existe para nos servir, não para nos carregar. ACREDITEM.
Pode-se falar abertamente de custos e formas de administração já que estamos fechados.
Deixamos ali mais um grupo de pessoas satisfeitas e assim mais um novo mercado onde com certeza não só esta, mas outras empresas podem vir a se beneficiar de nossos trabalhos e serviços como: Administração, Budget – Forecast, projeções e resultados. Assessoria de Marketing Endomarketing e Marketing interno – Treinamentos específicos para executivos workshops e ou palestras com abertura para questionamentos onde tiram suas dúvidas – Treinamentos setorizados e normatização. Revenue Management (até agora não consigo entender como se gerenciam hotéis sem esse conhecimento “ver resultado nos gráficos”(nunca em + de 30 anos de gestão operei um hotel que o resultado não fosse igual ao da segunda figura, pelo menos sempre com linha ascendente. O outro 2º mostra que os gestores andam ao sabor dos ventos.) Análises – Diagnósticos – Soluções e operacionalização.
O mais gratificante é descobrir que ao fim de 35 anos de Administração Hoteleira de sucesso a gente encontra pessoas com sede de saber e ao passar para elas um pouco do que estudamos e a vina nos ensinou descobrimos que todos os dias em todos os lugares conseguimos aprender algo com alguém. Vamos Agora para Vitória -ES .

COMO AUMENTAR AS RECEITAS DE UM NEGÓCIO: COM A GESTÃO DE RECEITAS (revenue management)

Este tema, de desenvolvimento recente, tem merecido um destaque importante nos
sectores da hotelaria e turismo, sendo vulgarmente conhecido por Revenue
Management. Atendendo às especificidades dos mercados das empresas dos sectores
em análise, estas apresentam características importantes para a aplicação do conceito
que de seguida se analisa.

A Gestão de Receitas (Revenue management)
A gestão de receitas é uma função através da qual se pretende maximizar as receitas de
um negócio, utilizando estratégias e tácticas que permitam identificar micro-segmentos
de mercado, optimizando-se a disponibilidade do produto e o seu preço, para cada um
dos segmentos identificados. Esta função é, por isso, uma forma sofisticada de gestão da
oferta e da procura, através da manipulação do preço e da gestão da capacidade
disponível. Existem diversos autores que referem que a aplicação de um programa de
gestão de receitas ajuda as empresas a vender o produto certo, na altura certa, ao cliente
pretendido e ao preço certo.

Os programas de gestão de receitas começaram a ser desenvolvidos no final dos anos
80, especialmente em empresas hoteleiras e companhias aéreas, tendo o seu uso
conduzido à obtenção de resultados bastante positivos. Por exemplo, a American
Airlines apresentou, num período de 3 anos, benefícios de 1,4 biliões de dólares,
correspondentes a um aumento de 4 a 5% nas receitas globais, devido à implementação
de um sistema deste tipo. Por outro lado, é tipicamente referido em diversos estudos que
a correcta implementação de um sistema de gestão de receitas produz 3 a 7% de receitas
adicionais, sendo o custo desta implementação muito reduzido quando comparado com
os benefícios resultantes da sua aplicação. Mais recentemente, no sector do turismo, a
utilização destes sistemas tem-se expandido a outras empresas, sendo de destacar as da
área da restauração e do aluguer de viaturas. Por exemplo, a Hertz Rent a Car indicou
um aumento médio de 5% nas receitas de cada automóvel alugado devido ao seu
programa de gestão de receitas.

Características das empresas com programas de gestão de receitas
Este tipo de programas tem sido implementado nas empresas referidas, porque o
negócio apresenta algumas características particulares, que as tornam apropriadas para
aplicação das técnicas e ferramentas utilizadas em programas de gestão de receitas.
Assim, estes sistemas são adequados para empresas que apresentam:
capacidade finita (por exemplo, um hotel tem um determinado número de
quartos disponível para vender);
stocks perecíveis (no caso de um hotel os quartos não vendidos em determinado
dia não podem ser aprovisionados);
microsegmentos de mercado com diferentes sensibilidades ao preço;

procura variável e incerta;

produtos que podem ser vendidos ou reservados antes do consumo;

baixas razões custos variáveis versus custos fixos.

Um programa de gestão de receitas (Revenue Management) para ser implementado com sucesso deve ser
focalizado no preço de venda e não nos custos. Para equilibrar a oferta e a procura, deve
substituir o preço baseado no custo pelo preço baseado na procura do mercado, deve
reservar uma quantidade suficiente do produto para os clientes de maior valor, deve
explorar o ciclo de valor do produto e deve reavaliar continuamente as oportunidades
para gerar receitas.

Vários estudos mostraram que um aumento do volume de vendas ou do preço de venda
tem um impacto maior na rendibilidade de um negócio que a redução dos custos.
Geralmente, uma redução de 5% nos custos aumenta o lucro em 3%, enquanto um
aumento de 5% no volume de vendas ou no preço de venda resulta num aumento do
lucro de 20 e 50%, respectivamente. Mesmo assim, muitas empresas, para optimizar o
lucro, continuam a desenvolver sistemas baseados na redução de custos e não nos
ganhos de receitas.

A base de aplicação dos programas de gestão de receitas
Na prática, a aplicação desta função implica definir os preços do produto de acordo com
os diferentes níveis de procura, de tal modo que os clientes mais sensíveis ao preço e
que estão dispostos a comprar ou reservar o produto quando a disponibilidade é maior
(ou a procura menor), o possam fazer a preços mais baixos; pelo contrário, clientes
menos sensíveis ao preço que pretendam comprar ou reservar o produto em momentos
de disponibilidade baixa (ou procura elevada) também o poderão fazer, mas a um preço
mais elevado.

A lei da oferta e da procura, a sensibilidade ao preço que os clientes apresentam e a
disponibilidade do produto, são por isso, a base de aplicação de um sistema de gestão de
receitas. A sensibilidade ao preço é medida pela elasticidade, que indica a variação
percentual da procura quando o preço varia em 1%. Utilizando a teoria económica
associada a estes conceitos, pode afirmar-se que o aumento de 1% no preço de venda
vai provocar uma redução na procura que em termos percentuais é igual ao valor da
elasticidade. Isto significa que, quanto maior é a sensibilidade ao preço, menor é a
procura, quando se verifica um aumento desse preço. Por este motivo, um hotel vende
usualmente os seus quartos a segmentos de lazer (clientes mais sensíveis ao preço) a um
preço inferior ao que vende ao segmento de negócios (clientes menos sensíveis ao
preço).

Um programa de gestão de receitas utiliza, por isso, como estratégias principais a
discriminação do preço e a gestão da capacidade disponível, utilizando conceitos como
o overbooking, as restrições ao uso e ao tempo de utilização do produto. Por exemplo,
as companhias aéreas oferecem uma variedade de tarifas aos seus clientes, algumas com
bastantes restrições, ao contrário do que acontece com a tarifa máxima. Estas últimas
estão associadas a estadias em que não é obrigatório passar o fim de semana no destino –
os bilhetes podem ser adquiridos em qualquer altura, sem penalizações de
cancelamento, etc. As tarifas mais baixas, pelo contrário, estão sujeitas a todas estas
restrições. O desafio consiste em identificar correlações entre os preços de reserva de
diferentes segmentos de mercado e as suas preferências em alguns dos atributos do
produto. Se a empresa conseguir identificar estas correlações, então pode definir preços
diferentes para diferentes níveis desses atributos, permitindo ao cliente que este compre
o nível do atributo que pretende.

Métodos e técnicas
Os métodos e técnicas adoptados num programa de gestão de receitas podem ser
extremamente sofisticados, como aqueles que são utilizados actualmente em empresas
hoteleiras e companhias aéreas, ou podem utilizar-se aproximações mais simples como
algumas desenvolvidas por hotéis no final dos anos 80. Quando os hotéis começaram a
adoptar técnicas deste tipo utilizavam um gráfico de control da procura, no qual se
representava a procura esperada para determinado período em função do número de dias
em que a reserva era efectuada. Se para determinado dia o hotel recebia mais reservas
que o esperado, a procura era considerada elevada e o desconto no preço dos quartos
reduzido ou eliminado. Pelo contrário, quando o hotel recebia menos reservas que o
esperado, eram lançadas campanhas promocionais e descontos no preço para tentar
aumentar a procura. No início dos anos 90, o Holiday Inn utilizava uma variante
interessante desta técnica, classificando a procura em hot, warm e cold. Os gestores
eram encorajados a desenvolver estratégias e tácticas para lidar em determinado
momento com o correspondente nível de procura.

Os métodos utilizados actualmente podem, como já se referiu, ser bastante sofisticados
e têm como base modelos de previsão e optimização, utilizando conceitos de
probabilidade, que são desenvolvidos com base nas novas tecnologias de informação.
Existem vários tipos de software disponíveis que podem ser utilizados para efectuar
previsões e simulações. Estes permitem analisar os dados históricos da empresa para
identificar segmentos de mercado, para prever a procura e para identificar acções que
permitam maximizar as receitas. As simulações com optimização são cada vez mais
utilizadas neste processo, já que permitem modular a influência de diferentes níveis de
preço e de procura no volume de receitas.

No âmbito do seminário de ferramentas de apoio à tomada de decisões do MBA,
utilizam-se exemplos de alguns sistemas deste tipo, implementados em empresas de
hotelaria e turismo. O desenvolvimento e análise dos modelos que permitem optimizar
as receitas, é efectuado com várias ferramentas informáticas de previsão e simulação
disponíveis no mercado, sendo de realçar os métodos de Monte Carlo.

Conclusão
Como conclusão, importa referir que o sucesso de qualquer programa de gestão de
receitas depende do compromisso e do apoio da alta direcção da empresa, bem como do
envolvimento e participação de todos os recursos humanos no desenvolvimento,
implementação e controlo do programa. Quando uma empresa implementa um sistema
de gestão de receitas, está a adoptar um nova perspectiva sobre a forma como o seu
negócio será conduzido. Este processo, implica uma mudança significativa no foco da
empresa, o que enfatiza a importância de planear atempadamente cada elemento do
programa. O grau de sucesso a atingir com o mesmo, dependerá do esforço efectuado
nesta fase inicial.

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